Quinta, 06 Outubro 2016 06:17

Feira destaca trabalhos do Centro de Cidadania

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Pensar maneiras de incluir a pessoa com deficiência no convívio social e oferecer ferramentas para que ela recupere a autoestima e a independência são propósitos fundamentais para o Centro Integrado de Inclusão e Cidadania (CIIC). Nesse sentido, o centro, que é vinculado à Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), realizou, na manhã desta quarta feira (5), a I Feira Divulgando Talentos do CIIC. A feira também abriu espaço para os familiares dos usuários do centro.


Com atividades diversas, desde apresentações artísticas até comércio de produtos desenvolvidos pelos participantes, a feira tem como objetivo oportunizar a pessoa com deficiência à divulgação de seus produtos, venda e estabelecimento de elos com as pessoas que frequentam o centro. “Sobretudo, visando à valorização e a elevação da autoestima, além de produzir renda. Essa é uma experiência nova e estamos muito felizes”, comentou a coordenadora do CIIC, Josiane Guimarães, que já adiantou que mais duas edições do evento acontecerão em 2017.


Uma das idealizadoras do evento, a assistente social Silvia Ferreira, avaliou a importância da feira para a pessoa com deficiência. “Estamos fomentando a inclusão social nos diversos níveis: educação, trabalho e assistência social. Então, que a pessoa com deficiência tenha vez, apareça e possa ter condições de mostrar a potencialidade que ela tem”, explicou.


Fábio Moreira é pai de Thamiris Rocha, adolescente de 15 anos que frequenta o Centro. Ele conta que quando a filha nasceu teve um dano cerebral que afetou a parte motora. Thamiris faz pinturas com pincéis há cerca de um ano e é bicampeã paraense na modalidade de bocha adaptada. “Tenho muito orgulho em saber que tenho uma artista em casa. Sempre tento buscar o melhor pra ela. Quando descobri a feira, logo quis trazer os desenhos dela para expor”, disse o pai com o sorriso no rosto.


Já Viviam Mello, integrante do grupo de folclore há mais de 40 anos, na Fundação Pestalozzi, e que possui deficiência intelectual, contou que gosta de participar de todas as atividades na escola. “No grupo de folclore, nós representamos várias danças: dança do tacacá, a lenda do boto, a Matinta Pereira, entre outras. Sinto muita alegria quando estou dançando”, concluiu.


“Não é porque temos uma deficiência que vamos ficar em casa. Nós somos capazes e depois que eu tive essa deficiência foi que eu adquiri esse trabalho, esse manuseio com o artesanato. Eu tenho paralisia, mas isso não significa que não posso exercer alguma atividade, ganhar meu dinheiro e me manter através disso. Não é uma deficiência que vai impedir que você seja uma pessoa capaz”, disse Vitória Américo, que tem paralisia nos membros.


A técnica em enfermagem Cláudia Suely, que tem um filho com síndrome de down, estava saindo do seu plantão de trabalho e resolveu ficar para prestigiar a feira. “O que me chamou mais atenção foram os expositores com os familiares, isso mostra a união entre eles”, ressaltou. (Ag. Pará)

Ler 209 vezes Última modificação em Quinta, 06 Outubro 2016 06:19

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